segunda-feira, 10 de março de 2014

Brasil nas Copas - 1950

Brasil 4x0 México (Maracanã, Rio de Janeiro)
Brasil 2x2 Suíça (Pacaembu, São Paulo)
Brasil 2x0 Iugoslávia (Maracanã, Rio de Janeiro)
Brasil 7x1 Suécia (Maracanã, Rio de Janeiro)
Brasil 6x1 Espanha (Maracanã, Rio de Janeiro)
Brasil 1x2 Uruguai (Maracanã, Rio de Janeiro)

JEITINHO BRASILEIRO


A enrolação das autoridades para grandes eventos não é coisa nova no Brasil. O governo não atendeu boa parte das exigências feitas pela Fifa para a Copa de 1950. A entidade ordenava, por exemplo, que os estádios tivessem capacidade mínima de vinte mil lugares. Resultado: das seis sedes do torneio, apenas duas - Maracanã e Pacaembu - atendiam aos pedidos. Ilha do Retiro, Independência, Durival de Britto e Eucaliptos tinham capacidade inferior.


Estádio dos Eucaliptos: registros apontam 12 mil lugares na época

O PAÍS DAS COPAS


Desde 1950 o Brasil é o único país presente em todas as Copas do Mundo. As outras três seleções que haviam disputado as outras Copas eram Romênia, França e Bélgica.


O CRUZEIRINHO NA COPA


O Cruzeiro de Porto Alegre - agora Cachoeirinha - pode se gabar de ter seu uniforme exibido numa Copa do Mundo. Foi no dia 02 de julho de 1950, nos Eucaliptos, na partida entre México e Suíça. Como as duas seleções atuavam com camisas predominantemente vermelhas, o árbitro sueco Ivan Eklind decidiu que uma delas devia trocar seu fardamento. A única camisa encontrada na ocasião foi a do Cruzeirinho. Um sorteio definiu que o México era quem deveria usar a camisa azul e branca do clube gaúcho. Os suíços venceram por 2x1.


Jogo onde os mexicanos atuaram com o uniforme do Cruzeirinho

ADEMIR MENEZES, O ARTILHEIRO


Ademir Menezes, o Queixada, foi o goleador da Copa do Mundo de 1950 com nove gols. Pernambucano de Recife, o atacante defendeu em sua carreira o Sport, o Vasco e o Fluminense. Há quem diga que Ademir Menezes foi o primeiro ponta-de-lança da história do futebol.


FUTEBOL SHOW


As goleadas de 7x1 sobre a Suécia e de 6x1 na Espanha foram as maiores aplicadas pela Seleção Brasileira na história das Copas. Ao todo, o Brasil do técnico Flávio Costa marcou 22 gols e sofreu apenas seis.


ROLO COMPRESSOR NA COPA


Dois jogadores do time mais famoso da história do Inter, o Rolo Compressor, representaram o Brasil em 1950: o zagueiro Nena e o atacante Adãozinho. Infelizmente ambos já faleceram. Eles não foram titulares em nenhum jogo do Mundial. Adãozinho era reserva do palmeirense Jair e Nena era suplente do vascaíno Augusto.


Cartões comemorativos da Copa mostram Nena e Adãozinho

A COPA SEM FINAL


Pouca gente sabe, mas Brasil x Uruguai não foi a final da Copa do Mundo. Na verdade a competição sequer teve um jogo de decisão. O que houve foi a disputa de um quadrangular final, com Brasil, Uruguai, Suécia e Espanha. Por coincidência foram justamente os brasileiros e os uruguaios que chegaram à rodada derradeira com chances de título.


MARACANAZZO - O JOGO


O "esquadrão" brasileiro para o jogo decisivo

Jogando em casa e após duas goleadas históricas contra Espanha e Suécia, era evidente que o Brasil tinha o amplo favoritismo. O jogo começou exatamente assim, com clara superioridade brasileira. Quem abriu o placar foi o atacante Friaça, no início do segundo tempo. Os uruguaios empataram logo a seguir com Schiaffino.


MARACANAZZO - GHIGGIA X BARBOSA


Ghiggia chuta e a bola passa por baixo de Barbosa: Uruguai campeão

Aos 34 minutos do segundo tempo, por volta das 17h35min do dia 16 de julho de 1950, Ghiggia arrancou pela ponta direita e chutou rasteiro, no canto inferior esquerdo de Barbosa. A bola entrou. O goleiro foi criticado até os últimos dias de sua vida pelo fato de a bola ter sido "defensável". O campinense Barbosa morreu em 2000 sem jamais ser perdoado.

MARACANAZZO - CURIOSIDADES


Ao contrário do que reza a lenda, o Maracanã não silenciou após o gol de Ghiggia. Pelo contrário. Os quase duzentos mil torcedores passaram a gritar incessantemente buscando, em vão, reanimar os jogadores. A Seleção Brasileira conseguiu nada menos que trinta chutes contra a meta uruguaia e mesmo assim foi derrotada. Recentemente, em declaração polêmica, o algoz brasileiro, Ghiggia, afirmou que o capitão do Uruguai na época, Obdulio Varela, na verdade havia nascido no Brasil. Depois do Maracanazzo, o Brasil jamais voltou a perder para o Uruguai em jogos no Rio de Janeiro.


Transmissão da Rádio Nacional na final da Copa do Mundo de 1950

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